Zambra e Outros Ratos

Revista Virtual e semanal publicando Cartuns, Charges, Caricaturas, HQ, fotos, textos, einformações sobre salões de humor e afins editada por Paulo Emmanuel



Quarta-feira, Maio 09, 2007



postado por: PAULO EMMANUEL CUNHA DA SILVA 11:21 AM



Domingo, Maio 30, 2004


Rato do Xalberto ( apesar dele não se lembrar) foi feito exclusivamente para Zambra em 1993.



O Amorim tem um site generoso que abre espaço pra uma galeria de cartunistas do mundo todo. Vale a pena visitar, por que além dos desenhos e históricos, tem os contatos com os próprios autores. Vá lá e confira.
www.satiramorim.hpg.com.br

falazambra:

A II Bienal de Quadrinhos do Rio de Janeiro

Cheguei no Rio de janeiro em setembro de 1993.
Fiquei na rodoviária esperando um amigo chegar. Já fazia quase dois anos que não nos víamos. Fomos procurar um editor de uma revista que havia me convidado pra publicar aquela minha hq da oficina do Michelle Iaccocca.
Naquele momento da oficina, quando conheci o Versales, eu já fazia fanzines, e o convidei para participar do meu, que por acaso era a Zambra n° 3. Mas, no final do curso, voltei pra minha terra e continuei meu curso de jornalismo - que nunca terminaria - e fui fazer outras coisas, como o fanzines e cartuns, por exemplo.
Montamos o zine via correio e o meu amigo contactou um centro cultural para fazer o lançamento. Como eu não estava em S. Paulo, ele fez o lançamento sozinho.
No dia do lançamento, meia dúzia de gatos pingados compareceram ao evento, e entre essa meia dúzia estava este editor. No dia seguinte ele ligou pra minha casa e disse que tinha gostado da minha hq e queria publicar em sua revista, e me perguntou se estava afim de ir ao Rio de Janeiro em setembro, por que ia acontecer a II Bienal de Quadrinhos em outubro. Juntei dinheiro, arrumei a mochila e zarpei de buzu. Dois dia de viagem.
Encontramos o tal editor, almoçamos e fomos direto pra um evento da Bienal que estava sendo realizado em Vila Isabel. Lá chegando fomos apresentados a uns cartunistas que estavam desenhando em mesas especialmente preparadas para eles. Eu não era convidado, estava mais para penetra, mas o editor me arrumou uma mesa de alguém que faltara. Fiquei lá fazendo uns cartuns e logo conheci o Spacca.
O editor foi embora e nós ficamos até o final. Ele perguntou se sabíamos chegar na casa dele. Eu vi o endereço, era ali pelo centro e eu disse que sim. Então lá pelas sete da noite, eu e o meu amigo pegamos um táxi e fomos procurar o tal endereço. O táxi parou em algum lugar e nós saltamos. O meu amigo havia feito um cachorro e montado num papelão, que ficou tipo display. De repente ele disse, se assustando: O cachorro foi embora no táxi. Aí começamos a rir, imaginando o taxista olhar no retrovisor e ver aquela cara de cachorro rindo pra ele. A gente riu horas dessa história e levamos horas pra achar o endereço do editor. O conjunto de apartamentos ficava ao lado de um complexo viaduto e a numeração acabava nesse conjunto.
Apresentações feitas, cervejas e mais cervejas e sono. Acordamos cedo e fomos para o mesmo lugar do primeiro dia.
Quando chegamos tinha um ou outro cartunista por lá. Me aboletei na mesa e esperei. De repente chegou a equipe de reportagem do Globo. Foram entrevistar os cartunistas. Estavam lá somente o Mutarelli e o Cariello e eu. Posamos os três para as fotos, e no dia seguinte lá estou eu na segunda página do Globo segurando um cartum junto com os dois.
No dia seguinte eu estava dando até autógrafo. Umas meninas fizeram uma entrevista pra escola. Me diverti bastante com isso. No almoço, o editor me apresentou para o Luis Gê e em seguida estava na mesa almoçando com o Veríssimo, Santiago, Ota, Luis Gê e o Edgar Vasques. Quase pedi autógrafo a todos. Me contive. Tinha saído no Globo. Conversei um pouco com Veríssimo.
Eu disse: oi!
E ele respondeu: Oi!
Morreu o papo.

A bienal de quadrinhos foi um evento maravilhoso. Muita festa, almoços, encontro com cartunistas. Mas a nossa festa ficava do lado de fora. Bem em frente à saída do prédio tinha um butequinho muito chulé que eu e o Versales sempre que saíamos íamos tomar cerveja lá. E sempre ficávamos numa mesma mesa. E com o tempo, e sem opção, o pessoal que saia da bienal ficava por ali também. Sei que virou point. Lá falei com o Laerte, Adão. Pedi autógrafo pro Wolinsky. E encontrei todo mundo. Enquanto bebíamos, a gente ficava desenhando no plástico sebento do boteco, e sempre que algum amigo cartunista chegava, desenhava alguma coisa. Resultado: chegou um cara empolgadíssimo bêbado perguntando se a gente queria vender a toalha da mesa. O vendedor olhou pra ele e disse: Eu tô de olho nessa toalha desde o início. Ela é minha. E ficamos rindo.
Como todo cartunista tem mania de ficar desenhando aonde chega, não havia a intenção de fazer nada. Só depois nos demos conta de que realmente aquela era uma bela lembrança. E a festa continuou.

Certa vez ao sairmos da bienal ficamos (pra variar) enchendo a cara e perdemos o ônibus. Aí eu disse: - Minha mãe tem uma amiga que mora aqui perto. Vou dormir lá. Como achei que era chato chegar levando mais alguém, falei pro Versales: Tu vai ter que dormir num hotel por aí. Então começamos a andar e procurar algum. Só tinha hotel de fachada.
Chegamos num deles e entramos. A moça que atendia, ficava atrás de uma parede que só dava pra ver seu olho. Aí perguntei: Quanto é o pernoite. Ela com uma voz fraquinha respondeu: - Desculpe, mas só aceitamos casais homem x mulher. Eu rapidamente respondi: - Não. É só pra ele. Mas, o muro já tinha tomado conta e fomos pra outro local. O Versales, sozinho se hospedou num motel cheio de espelhos e gemidos por todo lado e eu fui pra casa da amiga de minha mãe.
Certo dia, teve um encontro com o cartunista francês Jano num bar chamado Mistura Fina. Eu e o Versales não conhecíamos quase ninguém. Poucas pessoas apenas. Ai eu disse: Vou pegar um autógrafo dele. Era fã do Jano desde a Animal com o personagem Kebra. Me aproximei e fiquei numa filinha esperando a turma do autógrafo. Como não tinha papel fiquei olhando paar o lado pra ver se tinha algum guardanapo. Então, de repente, o Versales se aproximou com toda sua elegância peculiar ( Ele foi para o Rio com um blazer preto e uma toalha preta. No primeiro banho a toalha soltou pêlos e ele ficou todo preto - jogou a toalha fora) , pediu licença pro cara que estava ao meu lado com uma folha de sulfite na mão, puxou a folha da mão dele, rasgou no meio, me deu a metade e foi embora. O cara ficou me olhando com uma cara-de-não-entendi-nada e eu querendo rir do cinismo do Versales.
Ganhei o Kebra autografado.

falazambra:


PEmmanuel



Steve Tyler e cia.

Júnior Lopes em boa forma.



O William é uma das feras da caricatura brasileira. Outro reforço para a Zambra, que está montando um time de primeira linha.
Façam uma visitinha no site do William.www.william.com.br

Essa vem de Macapá do cartunista, roteirista e maluco por natureza: Ronaldo Rony

Para quem não vive em Macapá, explicar é preciso:
A Assembléia Legislativa estava votando a instauração de uma CPI para averiguar
o escândalo de desvio de verba da AFAP, agência de fomento do Amapá, uma espécie
de banco do povo daqui. O pedido de CPI foi negado pela falta de um voto, a da
Deputada Roseli Matos, que foi ao banheiro trocar o absorvente exatamente no
momento da votação. Isso deu uma celêuma danada e pintou a idéia desse texto.
Ronaldo Rony






O cartunista Jorge Barreto, frequentador assíduo do Pasqum21 publica semanalmente estas charges que passam a ser reproduzidas aqui. Ele é o dono da THUMBA www.thumba.hpg.ig.com.br . Um site muito legal com cartuns, charges e animações em flash.



O Emir Ribeiro merece apresentações e recebei este e-mail dele com o seguinte:

O Sítio "Brazilian Heroes", construído por um fã inglês de quadrinhos, de prenome Stuart, fez uma nova atualização, incluindo alguns personagens meus (forneci-lhe os dados e as imagens, claro). Abaixo, os atalhos. O primeiro, de Velta, foi pesquisado pelo próprio Stuart, que "pescou" as imagens e dados pela internet, e recentemente enviei-lhe alguns dados que estavam em branco. Portanto, o perfil de Velta está atualizado, também.

Além dos meus, há outros conhecidos e antigos personagens nacionais, como Mirza, Capitão 7, Escorpião, Raio Negro, Jerônimo... e novos, como Topman, Quebra-Queixo, Bandeirante e Capitão Brasil.
Vejam que um estrangeiro notou nossos personagens e os divulgou num sítio. Um bom exemplo para os brasileiros que não valorizam o trabalho dos artistas da terra.
Vale a visita nos seguintes sites:

www.internationalhero.co.uk/velta.htm

www.internationalhero.co.uk/novagimnoid.htm

www.internationalhero.co.uk/maninblackbrasil.htm

falazambra:


Me enviaram esta piada muito boa.

O homem foi até o consultório do médico apanhar os resultados dos exames da sua mulher e a recepcionista disse: Sinto muito Sr. Oliveira, mas cometemos um lamentável
erro e por isso temos um grave problema. Quando remetemos as amostras da sua esposa ao laboratório de análises, foram enviadas juntamente com as amostras de outra Sra. Oliveira, de tal forma que agora não estamos seguros de quais são os resultados da sua mulher. Estamos muito constrangidos....
- Mas... o que você está querendo me dizer ?

- Uma Sra. Oliveira deu positivo no teste de Alzheimer e a
outra Sra. Oliveira deu positivo no teste de AIDS, mas não sabemos qual delas é o da sua mulher.

- Mas isso é terrível! E agora, o que devo fazer?

- Abandone sua mulher no meio da cidade. Se ela conseguir
chegar em casa, não transe com ela !

Quá!Quá!Quá!Quá!Quá!Quá!Quá!Quá!Quá!Quá!Quá!Quá!Quá!Quá!Quá!Quá!Quá!Quá!Quá!



Fiz essa graúna enquanto pensava na vida.



Essa fera vem da Venezuela. Chama-se JLeal. Na entrevista para o site El Can, ele veio com essa pérola de explicação sobre caricatura.

falazambra:


Esta é a lista de premiados no VI Festival Internacional de Humor e Quadrinhos de Recife- PE.
Confira abaixo os vencedores em cada categoria:

Caricatura
.Vencedor: Gilmar de Oliveira Fraga (RS)
.Menção Honrosa: Lézio Júnior (SP) e Omar Túrcios (Colômbia)
.Hous Concurs: Paulo Emmanuel Cunha (Pará)

Cartum
.Vencedor: Ronaldo Cunha Dias (RS)
.Menção Honrosa: Yuri Ochakovsky (Israel)

Charge
.Vencedor: Lézio Júnior (São José do Rio Preto)
.Menção Honrosa: Dálcio Machado (Campinas) e José Antônio Costa (PI)

Quadrinhos
.Vencedor: Luciano Félix Ferreira (PE)
.Menção Honrosa: Jarbas Domingos (PE) e Eloar Guazelli filho (RS)
.Menção Especial de Incentivo: Emerson dos Santos (AL)



Caricatura do Betinho. Hours Concurs no salão.


Esta é a lista de premiados no XII Salão Internacional de Desenho para Imprensa de Porto Alegre.

Caricatura - Fermín H. del Portillo (Ombu) - Montevidéu (Uruguai)
Obra: Saramago
Cartum - Érico O. Junqueira Ayres - São Luís (MA) - Brasil
Obra: Cidade Monstro
Charge - Moacir Knorr Guterres (Moa) - Porto Alegre (RS) - Brasil
Obra: Guerra
HQ - Henrique Hübner - Porto Alegre (RS) - Brasil
Obra: O Bosque dos Suicidas
Ilustração - Eduardo Baptistão - São Paulo (SP) - Brasil
Obra: Prefeitos de São Paulo

Menção Honrosa
Caricatura - Sérgio Gonçalves Brito - Santo Amaro (SP) - Brasil
Obra: Yasser Arafat
Cartum - José Lourenço Degani - Porto Alegre (RS) - Brasil
Obra: Santa Ceia
Charge - Tomás Rodrigues (Tomy) - Havana (Cuba)
Obra: Alca
HQ - Marlon Amorim Tenório - Salvador (BA) - Brasil
Obra: Dois Sóis
Ilustração - Samuel Jacoby Casal - Florianópolis (SC) - Brasil
Obra: S/Titulo

falazambra:


Jan e o Pestapista

Em 1991, saí do meu emprego de past-upista (cargo recém criado pelo mercado e logo extinto) e rumei para a me inscrever num curso de ilustração no Centro Cultural Oswald ou Mário de Andrade. Não sei, tanto faz.
Cheguei lá pelas 6:30 da noite e fiquei numa salinha, onde os candidatos às 15 vagas, que iriam fazer a entrevista estavam aguardando (todos com sua pastinha de portfólio à tira-colo).
Sentei na parte de trás e fiquei esperando. Reli o folder que dizia: Oficina de ilustração com Michelle Iacocca. 15 vagas e tal.
Começei a conversar com um dos candidatos. Me chamaram para a entrevista e eu subi com uma única hq que tinha feito decentemente.
Eu já conhecia o trabalho DA Michelle Iacocca e queria também conhecê-la. Pra minha surpresa quando entrei na sala A Michelle Iacocca era O Michelle. Ele, com um forte sotaque italiano. Conversamos por alguns minutos e sai. Fiquei esperando aquele cara com quem tinha conversado na chegada.
Depois de um papinho, fomos subindo a S. João e chegamos na Marechal. Entramos num daqueles botecos sebentos e pedimos umas cervejas. Lá pela uma hora da manhã, a garçonete estava lavando nossos pés enquanto tomávamos a saideira já pensando no próximo bar. Fomos até o Arouche e depois à República. Tinha um bar aberto e continuamos a beber. Conversamos muito e descobri que esse meu novo amigo fazia uns bicos entregando jornais na madrugada. Então eu disse: - Vamos esperar a hora de você ir pegar os jornais. Era ali no Anhagabaú, no Diário Popular. Chegamos num bar que fica em frente e tomamos mais umas cervejas.
Quando bateu a broca tomamos um sopão daqueles. A Kombi chegou e ele ajudou a carregar os jornais com uns caras lá; me deram uma carona até o Paraíso e às 4 da manhã andei completamente bêbado até a Praça da Árvore onde morava. Vomitei pelo caminho e cheguei na república onde dividia o quarto com um neurótico que trabalhava no metrô. O cara tinha o olho arregalado por não conseguir dormir.
Às 6:30 acordei com um zunido no ouvido pra ir trabalhar. Me levantei meio grogue, tomei um banho, fui no boteco da esquina tomar café, peguei o metrô, desci na Vergueiro e andei um quilômetro na Aclimação - naquelas ruas cheias de ondas - e cheguei na agência onde trabalhava pra fazer aquele trabalho de bosta que era corrigir textos inteiros colando letra por letra pra bula de remédio. Fiquei o resto do dia com uma ressaca desgraçada. Quando saí tomei mais umas cervejas por ali ( duas) e fui comer macarrão com frango e sei lá mais o quê (baratas, talvez).


Em 91, fui morar em S. Paulo. Aconteceram algumas coisas que resolvi contar neste blog. São histórias soltas que, talvez não faça muito sentido pra muita gente. Mas é uma forma de eu exorcizar meus fantasmas. Comecei a escrever essas histórias e as enviei pra uma garota que eu nunca vi e nunca tinha ouvido falar. Mas de repente me deu uma vontade de fazer algumas pessoas que vivenciaram comigo alguns momento de minha vida saber o que realmente aconteceu. Claro que vou omitir nomes, por que o que mais interessa são os momentos que tiveram alguma importância e por algum motivo guardamos bem lá no fundo do baú.
Fundo do Baú.
Seria um bom título.
Mas uma pessoa vai rir, chorar e lembrar de muitas coisas boas e ruins que passamos. Vivemos e aprendemos e continuamos a aprender. O meu amigo e irmão Versales ( Foi o cara que eu conheci no dia da entrevista na Oswald de Andrade).


Paulo Emmanuel



O cartunista Júnior Lopes vem realizando um trabalho fantástico com caricaturas em tecido. Está atuando na propaganda, editoras e realizando caricaturas ao vivo. Este trabalho (imagem1) foi premiada com a Palma de Ouro em Cannes, na publicidade no ano passado. Os salões de humor, na categoria caricatura, ainda não entenderam o seu trabalho dando-lhe apenas menções honrosas. Mas é uma questão de tempo pro Júnior chutar o pau da barraca. Por que, segundo ele: Agora, é calça de veludo, ou bumbum de fora. Se for bumbum de fora tem que usar camisinha.


Jan e o Pestapista 2

Nessa mesma época, encontrei um velho amigo que tinha chegado recentemente de Belém. Ele era (é - tá vivo ainda, o miserável) peruano e falava um português horrível. O cara morava num sótão na Vila Mariana. De vez em quando eu ia buscá-lo pra gente tomar umas e outras e quando enchiamos a cara ele piorava o portunhol até eu não entender mais nada. Só que concordava com tudo que ele falava. Nessa época resolvi aprender castelhano e falei pro meu amigo: a partir de hoje, tu só vais falar espanhol pra eu aprender, Ok? Ele gostou da idéia e nunca mais entendi o que ele dizia por que ele falava muito rápido, mas eu continuei concordando.
Eu namorava uma menina ( ainda conseguia namorar, apesar de ser tododuro) que morava na Av. Cantareira. Ela estava se formando em jornalismo. Ficamos amigos naquela coleção primeiros passos. Eu ia pra casa dela e sempre rolava uns boquetes. Como ela gostava de boquete...
A gente sempre saia pra noite ( esse negócio de balada é coisa recente) e caiamos no Bexiga - tempos já decadentes - e ficávamos ouvindo uma banda que tocava covers do Deep Purple e Led Zeppelin. Eu adorava quando eles tocavam Perfect Strangers. Nessa época eu ouvia essa música diáriamente. Na rádio-cabeça era só o que tocava. Os caras eram muito bons. A casa onde eles tocavam era um daqueles sobrados do Bexiga e as mesas ficavam pertinho do palco. Numa outra situação amanheci bebendo com um grupo de malucos que nunca tinha visto na vida.
Eu ainda era pestapista, na agência de propaganda de medicamentos. Aquilo era um horror.
Quando chegava a cópia do material, os caras diziam: Não pode errar, só tem esse... Pra quê... eu errava, mas aí tinhamos nossos macetes. De onde eu vim, arrumar textos chamava-se lomba - tirar, ou fazer lomba ( não me perguntem por quê. A função de lombeiro também foi extinta junto com o pestapista). Mas eu era diagramador do tempo da régua e do diagrama stander. Quando a gente queria usar a máquina de calcular, meu chefe dizia: Assim tu vais atrasar o serviço. Pensar é mais rápido. E ele tinha razão, por que o cálculo da diagramação, a gente ignorava os décimos e milésimos, coisa que a máquina não faz, então o cálculo era mais simplificado.
O curso de ilustração durou 1 mês. Começou com 15 alunos e acabou com 3. Eu o meu amigo. Que ficou meu amigo porque na saída das aulas a gente varava a madrugada bebendo, um estudante de arte da Pan e óbviamente o professor. Confesso que foi um curso inútil. Serviu pra sair de casa à noite. O Michelle falou: Vamos encerrar o curso comendo uma pizza. E fomos para os jardins e entramos num local muito chique...A conta foi paga pelo Michelle. E eu dei graças, pois só tinha dinheiro pras cervejas baratas de praxe. Nisso o ano de 91 estava indo embora. Em 92 não lembro de nada interessante.

postado por: PAULO EMMANUEL CUNHA DA SILVA 2:44 PM




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